Alonso Admite Trocas no Motor e Pode Largar do Fundo em Singapura

Alonso Admite Trocas no Motor e Pode Largar do Fundo em Singapura

Fernando Alonso foi eliminado no Q1 do GP de Singapura neste sábado (10), ao cravar apenas o 17º tempo na classificação, mas o espanhol já avisou que dificilmente manterá essa posição no grid de domingo (11). Ao deixar o carro, o bicampeão confirmou que a Aston Martin estuda trocar componentes do motor Honda, decisão que deve custar caro em posições na largada.

Dia difícil em Marina Bay

O fim de semana começou com um resultado enganosamente positivo: Alonso terminou a corrida sprint na 11ª colocação, mas o resultado foi fortemente influenciado pelos nove abandonos registrados ao longo da prova. Já na classificação para o GP, o espanhol conseguiu uma volta consistente no Q1, suficiente para fechar em 17º, mas não o bastante para avançar de fase.

Segundo Alonso, o problema teve origem no motor, que comprometeu o desempenho do carro desde a sessão sprint. "Tivemos problemas durante todo o dia com o motor, desde a sprint até a classificação. Perdemos muito tempo na saída das curvas e temos de verificar se o turbo está bom ou se precisa ser trocado", afirmou o piloto da Aston Martin.

Histórico de trocas limita as opções

A situação não é nova para o carro #14. Ao longo da temporada, os problemas de confiabilidade do motor Honda já obrigaram a Aston Martin a realizar sucessivas substituições de componentes na unidade de potência de Alonso. Dos sete elementos regulamentados pela FIA, a equipe já ultrapassou o limite permitido de trocas em seis deles: o motor de combustão interna (ICE), o turbocompressor (TC), o MGU-K, a bateria (ES), a unidade de controle eletrônico (PU-CE) e os componentes auxiliares da unidade de potência (PU-ANC). Apenas o sistema de escapamento (EXH) ainda estava dentro do limite regulamentar quando a Fórmula 1 chegou a Singapura.

Isso significa que qualquer novo componente introduzido no motor resultará automaticamente em penalização de grid, já que a cota de trocas sem punição está esgotada na prática. Ainda não está definido exatamente quais peças serão substituídas, mas a expectativa é de que ao menos um item novo seja instalado para a corrida de domingo.

Perda de posições parece inevitável

Caso a Aston Martin confirme a introdução de um novo componente, Alonso deve perder pelo menos cinco posições em relação ao 17º lugar obtido na classificação, o que o empurraria para a casa do 21º no grid, no mínimo. O cenário se agrava porque George Russell, da Mercedes, também excedeu o limite de trocas em sua unidade de potência e é outro candidato a sair do fundo do pelotão, disputando posição com o próprio espanhol.

Apesar da eliminação precoce, Alonso minimizou o resultado isolado da classificação e destacou que extraiu praticamente o máximo do carro no Q1. "Terminei 0s7 à frente do meu companheiro de equipe, então não acho que tinha muito mais a entregar. Mas por pouco, por causa de uma travada nas rodas, não fui ao Q2. Mas acertei em praticamente 99% e estaríamos mais atrás não fosse o problema com o Isack Hadjar. Então era o máximo que dava para alcançar", disse o piloto.

Ciente do cenário que se desenha para domingo, Alonso já trata a largada no fundo do grid como praticamente certa. "Provavelmente vou começar do fim do grid por causa das trocas nos componentes da unidade de potência, mas vamos ver o que podemos alcançar", finalizou o espanhol, que buscará repetir a capacidade de recuperação em pista já demonstrada em outras ocasiões na carreira.